Grupos ativistas e as funções de Relações Públicas: os casos dos lesados do BPN e do BES

Sónia Pedro Sebastião, Daniela Vila Verde

Resumo


Partindo de um modelo teórico de análise ancorado na teoria pós-moderna de relações públicas (e.g. Holtzhausen, 2000), na teoria situacional da resolução de problemas (Kim & Grunig, 2011) e recorrendo ao método qualitativo, procura-se neste estudo: identificar e caracterizar os clientes lesados das instituições bancárias em estudo classificados como “públicos ativos” (Hallahan, 2000); compreender o que motiva a cobertura mediática das ações desenvolvidas pelos grupos de ativistas do BPN e do BES; e evidenciar a importância das funções de relações públicas (desempenhadas pelos representantes dos grupos de lesados) na defesa, negociação e promoção dos interesses destes grupos. Conclui-se sobre a importância das funções de relações públicas para a ação comunicativa que assegure a captação da atenção dos media (organização e mobilização de manifestações, notas informativas, conhecimento e instrumentação dos critérios de noticiabilidade) sem que a sua utilização seja efetivamente desenvolvida por profissionais da área. 


Palavras-chave


teoria pós-moderna das relações públicas; ativismo; crise financeira; estudo qualitativo

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