Enunciações no Jornalismo de TV: o repórter narrador em ação

Autores/as

  • Vânia Torres Costa Universidade Federal do Pará (UFPA) - Belém- Pará
  • Alda Cristina Costa Universidade Federal do Pará (UFPA) - Belém- Pará

Palabras clave:

Jornalismo, TV, Profissão Repórter

Resumen

Este artigo busca tensionar a ação do repórter-narrador na construção da narrativa jornalística de TV. Nossas análises tomam como referência uma edição do programa Profissão Repórter, da TV Globo, intitulado ‘Ribeirinhos enfrentam dificuldades na principal hidrovia da Amazônia’. Nosso objetivo é problematizar a ação do repórter narrador ao enunciar o ‘outro’ amazônico, em diálogos com Paul Ricoeur e Luiz Gonzaga Motta, que também nos indicam caminhos para a análise pragmática da narrativa. Inferimos que perspectivas dessa natureza confirmam e conformam narrativas prédeterminadas, independente dos fatos que atravessam as histórias dos sujeitos. Se estabelece uma relação de poder, de domínio e de controle da narrativa pelo repórter ao protagonizar um projeto dramático que dá prioridade à performance do repórter em seus modos de inserir os sujeitos em cena.

Citas

Bakhtin, M.(2006). Marxismo e filosofia da linguagem (12a ed.) São Paulo: Hucitec.

Bakhtin, M.(2011). Estética da criação verbal (6a ed.) São Paulo: WMF Martins Fontes.

Brasil, Presidência da República . Secretaria Especial de Comunicação Social (2016). Pesquisa Brasileira de Mídia 2016: hábitos de consumo de mídia pela população brasileira. Brasília: Secom.

Canton, Katia (2009). Narrativas enviesadas. Martins Fontes, São Paulo.

Castro, Edna (1998, maio). Território, biodiversidade e saberes de populações tradicionais. Revista Paper do NAEA, 092.

COSTA, Alda Cristina Silva da. (2018). Medo e violência no espaço midiático: reflexões sobre as narrativas jornalísticas paraenses. In AUTOR. Comunicação e Pesquisa na Amazônia: perspectivas midiáticas. Coleção Encontro de Comunicação. Belém: PPGCOM/UFPA.

COSTA, Vânia Maria Torres; COSTA, Alda Cristina Silva da. (2017). A televisão e a polinarrativa do jornalismo audiovisual. In SosteR, D., Piccinin, F. Narrativas midiáticas contemporâneas: perspectivas epistemológicas (pp. 264-277). Santa Cruz do Sul: Catarse.

COSTA, Vânia Maria Torres. (2015). Quando a imagem fala e o texto grita: reflexões sobre modos de representar no jornalismo televisivo. Revista Culturas midiáticas, 8 (2). Recuperado de https://periodicos.ufpb.br/index.php/cm/article/view/27208.

DUTRA, M.J. S. (2001, setembro). A Amazônia na TV: produção de sentido e o discurso da ecologia. Anais do XXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. Campo Grande, MS, Brasil. Recuperado de <http://www.portcom.intercom.org.br/pdfs/27354693151354466114859850109076138042.pdf>. Acesso em julho 2019.

MOTTA, L. G (2013). Análise crítica da narrativa. Brasília: Editora Universidade de Brasília.

Profissão Repórter (2021, janeiro). Globo.com. Recuperado de Profissão Repórter – Fantástico – Memória (globo.com).

Profissão Repórter 10 anos (2006, Abril). Globo.com. Recuperado de Profissão Repórter - 10 anos (globo.com).

Ribeirinhos enfrentam dificuldades na principal hidrovia da Amazônia. Profissão Repórter (2018, outubro). Rio de Janeiro: Rede Globo. Programa de TV. Recuperado de https://globoplay.globo.com/v/7095450/.

RICOEUR, P. (2012). O Discurso da ação. Lisboa. Edições 70.

RICOEUR, P (2014). O si-mesmo como outro. São Paulo: WMF Martins Fontes.

WOLF, M.(2005). Teorias da comunicação de massa (2a ed.) São Paulo: Martins Fontes.

Publicado

2022-12-02

Número

Sección

Artigos