A vitória de Donald Trump na imprensa Portuguesa – a (im)parcialidade em perspetiva

Bruno Costa

Resumo


A mediatização associada às eleições presidenciais norte-americanas constitui o ponto de partida para analisarmos a forma como a imprensa generalista portuguesa reagiu à vitória de Donald Trump nas eleições de 8 de novembro de 2016. O impacto das referidas eleições resulta da configuração da ordem mundial, ainda dependente de um unilateralismo associado ao papel dos Estados Unidos da América em diversos conflitos e da especificidade das referidas eleições e seus candidatos. Em termos metodológicos recorremos à técnica da análise de conteúdo, em simultâneo com a abordagem descritiva, com o objetivo de traçar um quadro geral do impacto da vitória de Donald Trump na imprensa portuguesa, bem como a aplicabilidade do princípio da isenção ou da parcialidade na transmissão da informação, considerando a tradição portuguesa de uma não partidarização dos meios de comunicação social. De acordo com os propósitos da investigação, os resultados esperados permitirão aprofundar o conhecimento sobre a existência ou não de um posicionamento ideológico face ao candidato eleito. A análise basear-se-á no conteúdo das capas de jornais posteriores às eleições norte-americanas e reforçará o estudo da comunicação política associada ao papel dos meios de comunicação social em Portugal. 


Palavras-chave


comunicação política; eleições presidenciais norte-americanas; mediatismo; enviesamento mediático; imprensa portuguesa.

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