A Computação do (In)Visível – Imagem, Ideologia e Neocibernética

Rui Matoso

Resumo


No que se refere à categoria das imagens mentais e à sua suposta invisibilidade fenomenológica, a partir do momento em que uma tecnologia extractiva transduz os impulsos eléctricos que se formam nas redes neuronais do córtex visual, em pixeis, e nos fornece uma representação sintética das imagens produzidas no interior da camera obscura craniana, estamos diante de um novo patamar que nos permite visualizar o último reduto do invisível. Imersos no dispositivo tecno-estético global, somos mobilizados pela estru- tura técnica da premediação, cujo desígnio é o de mobilizar e modular, no presente, orientações afectivas – individuais e colectivas – em direção a um futuro potencial, ou seja, em direção à formação de uma virtualidade real. Mas não nos iludamos, a au- tomação e a invisibilidade neocibernética da dominação não resulta do poder transcendental de um artífice supremo, mas antes de um novo regime de go- vernamentabilidade e controlo das subjectividades potenciado pelo tratamento algorítmico da informação acumulada (governação algorítmica). 


Palavras-chave


rethinking humanities

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