Graffiti e crítica social: uma análise discursiva da figura do ‘índio’ na arte de Cranio

Maurília de Souza Gomes, José Ricardo Pinto Carvalheiro

Resumo


Este artigo problematiza o graffiti como manifestação da cultura urbana. Busca refletir esta arte como uma apropriação simbólica do espaço público, que tem sua origem associada às pinturas rupestres e que passa pelos escritos e desenhos das civilizações da Idade Antiga. O graffiti, que, hoje, se apresenta como marca cultural das metrópoles, circulando entre discursos de protesto, resistência político-cultural, entre outros. Este artigo analisou o trabalho do artista brasileiro Cranio, que utiliza a figura de um ‘índio’ azul - como marca de sua arte, associada a uma abordagem de resistência e crítica social. A abordagem teórico e metodológica é a Análise Crítica do Discurso (ACD), baseada no modelo metodológico tridimensional, proposto por Fairclough (1997).

Palavras-chave


graffiti; arte urbana; indígena; análise crítica do discurso; representação cultural

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