Corpo Feminino e os Sentidos de Abjeção: A herança das heroínas do exploitation em Quentin Tarantino

Carolina de Oliveira Silva

Resumo


Este artigo pretende discutir as condições de exploração do corpo e da mente como componentes fundamentais para compreender as personagens femininas protagonistas em Quentin Tarantino. Partindo de filmes como Jackie Brown (1997), Kill Bill (2003/2004), Death Proof (2007) e The Hatefull Eight (2015), esta análise expõe questionamentos sobre a abjeção e as formações identitárias relegadas ao corpo feminino em Julia Kristeva (1982), possivelmente entremeadas às heranças reconhecíveis das heroínas do exploitation. Ao estabelecer contradições por meio da paródia pós- moderna, o caráter provisório das representações assume uma natureza complexa e que conversa diretamente com a prerrogativas apresentadas pelo próprio pós-feminismo.

 

This article aims to discuss the conditions in which body and mind are being exploited as fundamental components to understand Quentin Tarantino’s female characters. Departing from movies such as Jackie Brown (1997), Kill Bill (2003/2004), Death Proof (2007) and The Hatefull Eight (2015), this analysis goes through Julia Kristeva’s questionings on abjection and identitary formations relegated to female body (1982), possibly mixed with the recognizable heritage from exploitation’s heroines. While establishing contradictions through postmodern parody, the ephemeral character of representations assumes a complex nature which directly dialogues with the prerrogatives presented by postfeminism itself.


Palavras-chave


Personagens femininas, Exploitation, Pós-feminismo.

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