O sentido do corte e de sua negação: reflexões sobre a montagem no documentário brasileiro contemporâneo

Daniel Ifanger

Resumo


A montagem de filmes documentários é considerada a etapa mais importante desse tipo de realização, pois enfrenta dificuldades que são inerentes à relação com o mundo histórico e à organização de um ponto de vista sobre o que se filma. Esta pesquisa investiga a montagem de três documentários brasileiros contemporâneos: A cidade é uma só (2011), de Adirley Queirós, Górgona (2016), de Pedro Jezler e Fábio Furtado, e Estou me guardando para quando o carnaval chegar (2019), de Marcelo Gomes. O objetivo da análise é compreender como se organiza e controla, a partir da filmagem e da montagem, as imagens capturadas no real; assim como apreender os sentidos que a montagem introduz no material filmado através do corte, da sua ausência, ou das outras ferramentas possíveis no filme. Partindo da ideia de que há transformação e ponto de vista sobre o mundo real, apresentamos os métodos de montagem de documentários como processos variados, coerentes com seus projetos e que por isso respondem a questões de produção, de estilo e de relações com o cinema narrativo de ficção.

Palavras-chave


ocumentário brasileiro contemporâneo; montagem; controle; realidade

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