Metonímias da morte: espacialização do tempo, ruínas e Objetos Rebeldes

Mariana Dias Miranda

Resumo


Fundamentado na discussão acerca das concepções afetivas contidas na ruína enquanto arquivo-assombro, este artigo explora suas relações diretas com a espacialização do tempo da finitude, suas implicações melancólicas e seu caráter de “metonímia da morte” (Ann Holly, 2013). Neste sentido, ao analisar o filme-ensaio costa-riquenho Objetos rebeldes (2020), de Carolina Arias Ortiz e seguindo a utilização feita pela obra, tanto de arquivos quanto de imagens em ruína, propõe-se o entendimento da mobilização de dados afetos negativos a partir da própria materialidade da imagem. Com isso, foi possível analisar os modos com que a forma fílmica articula o paradoxo melancólico de uma presença-ausente.

Palavras-chave


filme-ensaio; teoria afetiva; melancolia

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