Passagens entre o filme-ensaio e o documentário (Revisões/Problematizações)

Francisco Elinaldo Teixeira

Resumo


Diferentemente do documentário, o filme-ensaio é “uma forma que pensa”,
que inscreve movimentos e processos de pensamento do realizador em ato, dando a ver seus modos de subjetivação. Estilísticas que irromperam nas últimas décadas no cinema-audiovisual, nomeadas com ligeireza de autobiográficas, em primeira pessoa, autorretratos, performativas, foram indexadas como documentais, mas sua consistência remete à singularidade do filme-ensaio. O propósito do texto é analisar e problematizar, a partir de um corpus fílmico, como se operam essas diferenças e passagens entre esses dois territórios ou concepções do cinema.


Palavras-chave


filme-ensaio; documentário; subjetivação; processos de pensamento

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Referências


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Filmografia

(2003), de Kiko Goifman

Abertura (1979), de Glauber Rocha

A idade da terra (1980), de Glauber Rocha

A paixão de JL (2015), de Carlos Nader

A propósito de Nice (1930), de Jean Vigo

A queda da dinastia Romanov (1927), de Esfir Shub

Berlim, sinfonia de uma grande cidade (1927), de Walter Ruttmann

Cabra marcado para morrer (1984), de Eduardo Coutinho

Carlos Nader (1999), de Carlos Nader

Cartas da Sibéria (1957), de Chris Marker

Cinema falado (1986), de Caetano Veloso

Cosmococa (1980), de Hélio Oiticica

Crônica de um verão (1961), de Jean Rouch & Edgar Morin

Da janela do meu quarto (2004), de Cao Guimarães

Democracia em vertigem (2019), de Petra Costa

Di-Glauber (1977), de Glauber Rocha

Elena (2012), de Petra Costa

Galáxia Albina (1992), de Julio Bressane

Histoire(s) du cinema (1998), de Jean-Luc Godard

Homem comum (2014), de Carlos Nader

Infernalário:Logodédalo-Galáxia Dark (1993), de Julio Bressane

Jogo de cena (2007), de Eduardo Coutinho

La coquille e le clergyman (1928), de Germaine Dullac

Macbeth (1948), de Orson Welles

Máquina do desejo – 60 anos do Teatro Oficina (2021), de Joaquim

Castro & Lucas Weglinski

Matou a família e foi ao cinema (1969), de Julio Bressane

Moby Dick (1956), de John Huston

Moscou (2009), de Eduardo Coutinho

No intenso agora (2017), de João Moreira Salles

Nós que aqui estamos por vós esperamos (1999), de Marcelo Masagão

O Beijoqueiro – Portrait of a serial kisser (1992), de Carlos Nader

O fim e o princípio (2005), de Eduardo Coutinho

O rei do baralho (1973), de Julio Bressane

Pan-cinema permanente (2008), de Carlos Nader

Parabolic people (1991), de Sandra Kogut

Regen (1929), de Joris Ivens

Rien que les heures (1926), de Alberto Cavalcanti

Rua de mão dupla (2004), de Cao Guiimarães

Santiago (Uma reflexão sobre o material bruto) (2007), de João Moreira Salles

Sobre Anos 60 (1999), de Jean-Claude Bernardet

Trovoada (1995), de Carlos Nader

Um dia na vida (2010), de Eduardo Coutinho

Um homem com uma câmera (1929), de Dziga Vertov

Um passaporte húngaro (2002), de Sandra Kogut


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