O corpo da palavra: Ensaio sobre o apagamento da subjetividade na escrita

Mário Furtado Fontanive

Resumo


A partir da afirmação de Hannah Arendt de que, em função de mudanças ocorridas na Revolução Industrial, houve uma diminuição da nossa capacidade de compreensão, o texto busca traçar um caminho que vai desde a limitação da liberdade de agir do trabalhador em função da extrema racionalização dos processos de produção até a perda da ligação subjetiva com a palavra ditada pela passagem da escrita caligráfica para a feita com a máquina de escrever - que foi posteriormente reforçada com a chegada das técnicas digitais. Tendo como base a análise dessas mudanças, o texto propõe que perdemos a noção de que os enunciados provêm de um lugar, de uma subjetividade e que, por isso, poderiam guardar uma carga de testemunho, guardar uma expressividade que pode pôr em xeque a soberania da racionalidade técnica.


Palavras-chave


semântica, linguística, história da tecnologia

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