Dimensões do trabalho sexual no documentário brasileiro: uma crítica feminista de Rua Guaicurus

Juliana Gusman, Rosana Soares

Resumo


O artigo objetiva problematizar representações do trabalho sexual no documentário Rua Guaicurus (2019), de João Borges. Refletiremos sobre como essa produção pode expandir interpretações sobre o meretrício e os sujeitos que o exercem. Analisamos o filme articulando elementos da crítica midiática – sublinhada pelas teorias feministas, queer e pelo putafeminismo – questionando uma possível subversão de abjeções, estigmas e estereótipos presentes na obra.

Palavras-chave


Crítica de mídia; Estudos feministas; Documentário brasileiro; Prostituição

Texto Completo:

PDF

Referências


Butler, J. (2015). Quadros de guerra: quando a vida é passível de luto? Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.

Chaudhuri, S. (2006). Feminist Film Theorists: Laura Mulvey, Kaja Silverman, Teresa de Lauretis, Barbara Creed. London: Routledge.

Coelho, S. (2009). Por um feminismo queer: Beatriz Preciado e a pornografia como pré-textos. ex aequo, 20, 29-40. Lisboa.

Comolli, J. L. (2008). Ver e poder: a inocência perdida: cinema, televisão, ficção, documentário. Belo Horizonte: Editora UFMG.

Couto, L. (1995). A deserotização do corpo: um processo histórico-cultural. In Romero, E. (org.), Corpo, mulher e sociedade (pp. 55-70), São Paulo: Papirus.

De Oto, A. (2016). Notas preliminares sobre el archivo en contextos poscoloniales de investigación. In Bidaseca, K. (org.) Genealogías críticas de la colonialidad en América Latina, África, Oriente (pp. 263-274), Buenos Aires: CLACSO/IDAES.

Escosteguy, A. C. (2019). Mídia e questões de gênero no Brasil: pesquisa, categorias e feminismos. Anais do XXVIII Encontro Anual da Compós. Porto Alegre.

Federici, S. (2017). Calibã e a bruxa: Mulheres, corpo e acumulação primitiva. São Paulo: Elefante.

Federici, S. (2019). O ponto zero da revolução: trabalho doméstico, reprodução e luta feminista. São Paulo: Elefante.

Fiúza, P. (2019). Zona de prostituição mais antiga de BH é tema de filme que estreia neste domingo, na capital. Portal G1. Disponível em: .

Grant, M. G. (2014). Playing the Whore. London: Verso.

Hall, S. (2016). Cultura e representação. Rio de Janeiro: Editora PUC-Rio/Apicuri.

Lorde, A. (2019). Idade, raça, classe e gênero: mulheres redefinindo a diferença. In: Hollanda, H. B. Pensamento feminista: conceitos fundamentais (pp. 239-249), Rio de Janeiro: Bazar do Tempo.

Machado, A. (2015). A ilusão especular: uma teoria da fotografia. São Paulo: Gustavo Gili.

Machado, A. (2003) O filme-ensaio. Anais do XXVI Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (Intercom). Belo Horizonte.

Matos, C. O. (2017). Rosalind Gill: “não queremos só mais bolo, queremos toda a padaria!”. MATRIZes, 11(2), 137-160. São Paulo.

Mattos, C. A. (2016). Cinema de fato: anotações sobre documentário. Rio de Janeiro: Jaguatirica.

Miskolci, R. (2012). Teoria queer: um aprendizado pelas diferenças. Belo Horizonte: Autêntica.

Nichols, B. (2016). Introdução ao documentário. Campinas: Papirus Editora.

Pelúcio, L. (2014). Traduções e torções ou o que se quer dizer quando dizemos queer no Brasil? Revista Acadêmica Periódicus, 1 (1) 1-14. Salvador.

Pereira, P. P. G. (2015). Queer decolonial: quando as teorias viajam. Contemporânea – Revista de Sociologia da UFSCar, 5 (2) 411-437. São Carlos.

Prada, M. (2018). Putafeminista. São Paulo: Veneta.

Preciado, P. B. (2018). Texto Junkie. São Paulo: n-1 edições.

Preciado, P. B. (2020). Um apartamento em Urano. Rio de Janeiro: Zahar.

Rodowick, D. (1995). Audiovisual Culture and Interdisciplinary Knowledge. New Literary History, 26 (1) 111-121. Baltimore.

Silva, G. & Soares, R. (2019). Possibilidades políticas da crítica em perspectiva teórica. Revista Rumores, n.26, v.13,

Shohat, E. & Stam, Robert. (2006). Crítica da imagem eurocêntrica. São Paulo: Cosac Naify.

Vanoye, F. & Goliot-Leté, A. (1994). Ensaio sobre a análise fílmica. Campinas: Papirus.

Vieira, M. A. et. al. (org.). (2019). Guaicurus: a voz das putas. Belo Horizonte: Aprosmig.

Xavier, I. (2005). O discurso cinematográfico: a opacidade e a transparência. São Paulo: Paz e Terra.

Filmografia

Brasilianas (1955), de Humberto Mauro.

Iracema – uma transa amazônica (1976-1981), de Jorge Bodanzky e Orlando Senna.

Jogo de cena (2007), de Eduardo Coutinho.

Juízo (2007), de Maria Augusta Ramos.

Nanook of the North (1922), de Robert Flaherty

Rua Guaicurus (2019), de João Borges.

Santiago (2007), de João Moreira Salles.

São Paulo em festa (1964) de Lima Barreto.

Serras da desordem (2006), de Andréa Tonacci.


Apontadores

  • Não há apontadores.


 

Este trabalho está licenciado com uma Licença  Licença Creative Commons
 
 
 

 
Sites de interesse | Sitios de interés | Sites d'intérêt | Sites of interest: